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JOÃO DA COSTA DIZ QUE NÃO É TRAIDOR


Um dia após ter anunciado a sua saída do Campo de Esquerda Unificado (CEU), o prefeito João da Costa críticou o tratamento que vinha recebendo de membros do grupo desde o ano passado, quando se afastou do seu ex-padrinho político, o ex-prefeito João Paulo. “Hoje, a liderança do CEU é de João Paulo. Nos distanciamos administrativamente e os últimos episódios fizeram com que nos distanciássemos também politicamente. Na semana passada, o ex-prefeito tentou me desqualificar mais uma vez”, lembrou Costa, ressaltando que estava sendo rotulado de “traidor de um projeto político” em encontros da ala. “Em reuniões, estavam me adjetivando como traidor. Não sou traidor!”, refutou o petista.

Sobre a pecha que lhe fora atribuída em determinadas reuniões do CEU, João da Costa disse haver “um conjunto de assuntos” que ainda não foram revelados publicamente e nem para os membros de sua ex-corrente que a desmentem por completo. Questionado sobre o conteúdo desse conjunto de assuntos, o gestor preferiu não detalhar as diferenças existentes com o seu ex-padrinho político. Costa lembrou que, mesmo recebendo ataques nos bastidores não deixou de apoiar o nome de João Paulo na disputa que o ex-gestor travou com o ex-secretário das Cidades, Humberto Costa, pelo Senado.

“Apoiei o seu nome politicamente. Logo após a escolha do nome do candidato ao Senado, decidi deixar o CEU para viver um novo momento”, revelou o prefeito. Na sequência, ele bateu na estrutura do grupo e na forma como as discussões são travadas. Segundo ele, não há mais a mesma configuração de quando o CEU foi formado, o que estaria gerando um esfacelamento político da corrente. “Havia uma desintegração política. E isso não foi dito por mim. Não fui eu que reclamei de não participar das discussões (que indicaram Humberto ao Senado). Fato que era corriqueiro”, reclamou.

Em reserva, integrantes do CEU balizaram as reclamações do prefeito sobre o tratamento que ele vinha recebendo dentro do bloco.”Ele, muitas vezes, não era nem chamado para as reuniões”, revelou um petista, para depois completar: “E suas considerações, as suas opiniões eram descartadas. Isso aconteceu demais. O prefeito formalizou algo que já era notório. Parou de assinar embaixo do que ele simplesmente não concordava”, sintetizou a fonte. Outro petista interpretou a saída de João da Costa como uma crônica anunciada, que era esperada tanto pelos mais próximos de João Paulo, quanto pelos que demonstram mais simpatia por Costa. “Era algo que era para acontecer faz tempo. Não fazia sentido a sua permanência. Quem está mais do lado de João Paulo queria vê-lo fora e o povo que se aproximou dele, queria um novo grupo”, atestou a fonte.

Por Gilberto Prazeres
Charge: Clériston

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