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Falência: Mais cortes são anunciados na São Mateus

agosto 11, 2011 · Gabriel Diniz

A esperança morreu para os funcionários do São Mateus Frigorífico Industrial. Depois de duas promessas de retorno à produção - a última prometida -, a diretoria da empresa chamou dois representantes de vendedores e dois de operários para comunicar que vai fechar a conta de todos os colaboradores.

"Eles conversaram com o departamento pessoal da firma, com uma funcionária chamada Vera. Ela informou que o frigorífico chamaria de 15 a 15 funcionários para fazer as rescisões. Para os vendedores, o recado foi o de que teríamos de procurar nossos direitos na Justiça", informou Paulo Miranda, vendedor da empresa durante 11 anos. Ele reivindica dois meses de salários atrasados, fora os benefícios sociais.

Segundo o funcionário, todos os 11 vendedores da São Mateus no Recife levaram o calote da empresa, fora os profissionais de venda do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A empresa foi procurada, mas nem mesmo a gerente de marketing do grupo não foi localizada. "Fernanda foi desligada na quarta-feira", disse Miranda. "No mês passado foram 350 demissões. Agora é o resto. A fábrica tinha 1.200 funcionários e não vai ficar ninguém", informa o ex-funcionário, que já entrou na Justiça e agora passou a procurar outro emprego. "É difícil para quem tem mais de 40 neste País", aflige-se.

O presidente do sindicato dos trabalhadores da indústria, Francisco Marinho, confirmou as demissões. "A partir de hoje (ontem) a empresa não funciona mais. Mandou dizer que afastou todo mundo e orientou os trabalhadores a procurarem o sindicato ou a Justiça", disse. Entre os funcionários, o temor é o de que a empresa não honre com os seus compromissos trabalhistas. "Nunca depositaram o FGTS e dos acordos que fazem na Justiça, pagam a primeira parcela e depois param", acusa Miranda.

A crise na São Mateus começou a dar sinais há cerca de um ano, quando a empresa passou a atrasar salários. Em julho, as incertezas tomaram corpo quando a diretoria do frigorífico suspendeu a produção da indústria e deu férias coletivas aos trabalhadores. A expectativa era que as operações fossem retomadas na segunda-feira, mas a data foi postergada para ontem, o que, de fato, não aconteceu. Além do afastamento temporário, 356 empregados já foram demitidos.

O grupo familiar tem mais de 40 anos e o seu patriarca, José Régis Cavalcanti, morreu há seis anos. Depois de sua morte, segundo Paulo Miranda, seus filhos passaram a se desfazer do patrimônio da empresa, vendendo caminhões e todos os veículos e a terceirizar os serviços.

Do JC

Comentários

Anônimo disse…
É meu caro, eu fui funcionário a mais de 2 anos, saí e não recebí nada. Entrei na justiça reenvindicando meus direitos trabalhistas, porém não cumpriram nada do que foi acordado perante a juísa do trabalho... Janderson Feitosa.
Anônimo disse…
Olá, também ja fui funcionário da São Mateus. É lamentável que um empresa tão tradicional e com produtos de qualidade, venha a cair na falência. Isto é o sinal da má administração que algumas empresas sofrem quando os filhos são péssimos administradores e não valorizam o enorme trabalho que o pai teve para construir... Lembro piamente da história que um "pião" de la de dentro me contou: "Ahh... antes as linguinças eram feitas manualmente, pegávamos o barbante amarrávamos para fechá-las e estava pronta!" Cada filho do Sr. Regis, acredto que visaram seus interesses pessoais e não o da Indústria São Mateus e seus funcionários onde hoje estão saindo com uma mão na frente e outra atrás. Talvez se não tivessem demitidos peças chaves de lá de dentro, hoje ainda poderia existir a excelência que a São Mateus era tanto na qualidade dos produtos como no apoio aos seus funcionários, mesmo quando demitidos!
Anônimo disse…
olá meus caros, a dois messes aqui no rio grande do norte fomos desligados da empresa(sao mateus) e nos orientaram a procurar um advogado para recebermos os nossos direitos, somos em 08 pessoas e ate agora nao obtivemos nenhum retorno. acho que perdemos tudo, quase dez anos de trabalho e nos vermos sendo descartados por falta administraçao . é um pesar passarmos por isso.