Diante do momento de Pandemia, em que o Mundo passa por inúmeras dificuldades econômicas e sociais (falências, desemprego, home office, etc.), diversos setores (industriais e comerciais, principalmente) ainda lutam para se manterem ativos, enquanto a normalidade não volta. Os que resistiram, enfrentam dificuldades para se manterem ativos.
Na quarentena/lockdown, a maioria dos estabelecimentos fez campanha para que a população os ajudassem. Muitos venderam créditos com o valor dobrado do consumo. Outros disponibilizam os serviços de delivery e take away, com todo um protocolo de higienização, de acordo com as recomendações da OMS e outros órgãos competentes. A população atendeu. E assim, muita gente foi se ajudando.
Até quem nunca havia utilizado um app, passou então a usar e assim, criando uma expectativa a mais de sobrevivência em muitos desses locais.
Após abertura gradual dos setores, veio um novo apelo. Dessa vez, para que as pessoas voltassem a acreditar na segurança dos estabelecimentos. O povo voltou a frequentar bares, restaurantes, shoppings etc., saindo de casa, depois de tanto tempo enclausurados, para, enfim, se distraírem, acreditando na ajuda mútua e na empatia. Foi ai que, os lojistas e empresários viram uma sobrevida, no fim do túnel.
O fato de ir à bares e restaurantes, na maioria das vezes, sempre é sinônimo de lazer e boas recordações, seja com amigos ou familiares. Mas nem sempre a regra é essa. Em algumas ocasiões, , o que deveria ser um momento de descontração, se transforma em dor de cabeça. Quem deveria prezar pela qualidade do serviço prestado (garçons, gerentes e principalmente, os donos desses estabelecimentos), colaboram para com o agravamento da situação.
Foi o que aconteceu com a internauta Renata Barbosa, na Casa do Vinho Al Mare, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, no último domingo (11).
Em contato com o BGD, ela informa que fez uma reserva no local, por telefone, Quando lá chegou, a história não foi bem o que lhe prometeram.
Abaixo, ela relata, sua experiência.
“Havia ligado para a 'Casa do Vinho Al Mare' dias antes, e reservado com um senhor chamado Felipe.
Saímos de Boa Viagem e, ao chegarmos no local (Eu, meu marido e meus filhos), fomos atendidos por uma senhora chamada Ana Paula, que foi super grossa, já na recepção.
Falei a ela que havia feito uma reserva com o Sr. Felipe para quatro pessoas (02 adultos e 02 crianças). A sra. Ana Paula, já nitidamente grosseira, informou que o Sr. Felipe não estava naquele momento e, que a reserva que ele havia feito não seria no valor combinado e sim, num valor quatro vezes mais caro.
O Sr. Felipe havia me dito no telefonema que apenas os adultos pagariam o couvert e, que a taxa cobrada para garantir a reserva, seria de R$ 100,00.
Contradizendo tudo que havia sido acertado, a sra. Ana Paula também, falou que não poderia nos colocar numa mesa para 4 pessoas. A não ser que fosse pago o valor de R$ 400 reais (!?), visto que não compensaria à ela alocar crianças na mesa, uma vez que o restaurante deixaria de lucrar com possíveis adultos consumidores que viessem a ocupar uma mesa para duas pessoas (e que naquele momento, estaria ocupada por 02 crianças).
Diante do impasse, solicitei à mesma o telefone do Sr. Felipe, para que eu pudesse entrar em contato, a fim de esclarecer a questão da reserva, ora acordada, mas ela respondeu que não podia fornecer.
Pedi, então, que ela mesmo o ligasse, o que também fora negado, com a desculpa de que estava ocupada atendendo clientes.
Ora, então o que nós seríamos para ela, senão clientes, também?
Solicitei falar com o gerente, a fim de resolver aquele impasse. Mas, o pedido também não foi atendido, visto que, em meio à algumas grosserias, a sra. Ana Paula informou que quem resolvia tudo ali era ela, por ser a proprietária do local.
Pensei comigo, seria mesmo a proprietária? Por que nunca vi um dono de estabelecimento tratar um cliente tão mal assim.
A situação se complicava cada vez mais. Foi quando insisti sobre a possibilidade de pagar tanto pelos adultos, como pelo consumo da mesa. Então, a desculpa agora seria de que ela não aceitava crianças na casa, mesmo tendo várias em diversas mesas, no local. Só salientando que, o Sr. Felipe me informou, na reserva, que as crianças sempre eram bem-vindas à casa.
Com muita educação, falei à sra. Ana Paula que nunca havia passado por fato semelhante, e que, estava desistindo de permanecer ali, pois iria para um lugar decente, onde, realmente o cliente fosse respeitado.
Então, eu, meu marido e meus filhos começamos a nos retirar, foi quando ela se alterou e começou a gritar, proferindo palavras que prefiro nem comentar.
Conheço quase todos os bons restaurantes de Recife e sempre fui bem tratada. Nunca vi um comportamento tão inadequado para com o dessa senhora.
Em se tratando da cobrança, não sei nem se a prática é legal, porque me pareceu abusivo cobrarem R$400,00 para ocupar uma mesa de quatro lugares.
Fomos ao local para um momento de lazer, de descontração. Tinha visto as fotos do local e achei tudo encantador. Em se tratando da cobrança, teria até pago, caso a proprietária houvesse nos tratado com educação e tentado resolver o problema. Mas, em nenhum momento, isso ocorreu.
Passado uns dias, descobri com outras amigas que já frequentaram o local, que ela cobra valores diferentes de cada cliente. Uma falou que pagou R$20,00 reais pelo couvert. Já outra, R$ 40,00. Descobri também que, o Sr. Felipe é filho dela.
Cheguei a enviar uma mensagem para o Instagram do restaurante, mas eles me bloquearam, ao invés de dar uma resposta ou um pedido de desculpas.
Deixo aqui o meu relato, para que outras pessoas não passem por tudo aquilo que eu passei."
O AL MARE
A Casa Do Vinho “ Al Mare”! é um Bistrot & Wine Bar, voltado para aos amantes da gastronomia e da arte. Realiza eventos privado e cursos de vinho. Fica localizado à Rua Jener de Souza, 38, no bairro do Carmo - Olinda. Funciona para almoços e jantares harmonizados.
POSIÇÃO DO RESTAURANTE
A Al Mare entrou em contato com o nossa equipe informando que o relato não condiz com a realidade.
O BGD reitera seu compromisso com a informação e disponibiliza o mesmo espaço destinado à internauta para que a casa publique sua versão dos fatos, caso seja do interesse.
DIREITO DO CONSUMIDOR
Segundo o Procon, todo cliente que se sentir mal atendido em um bar ou restaurante poderá registrar uma reclamação junto ao órgão. Não é necessário testemunhas.
Atualizada às 10h13 (17/10)


Comentários
A parapeitaria, uma grossa, sem educação!
Jamais indicarei esse restaurante!
Conheci com a antiga proprietária( D.Brigite) e voltei porque tinha gostado bastante, mas depois que essa Ana assumiu, só leio reclamações!
Nota Zero!!!
Fora isso, tem péssima fama na praça por não pagar fornecedores, locadores, etc.
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