O engenheiro e professor emérito da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Jaime de Azevedo Gusmão Filho
faleceu na manhã de ontem, aos 81 anos. Ele estava debilitado há dois
anos, depois que sofreu um acidente vascular cerebral e passou a receber
cuidados médicos constantes. O engenheiro se sentiu mal em casa e foi
levado ao Hospital Português, onde faleceu, vítima de uma parada
respiratória. O velório será amanhã, a partir das 8h, no Cemitério Morada
da Paz, em Paulista, onde o corpo também será cremado em cerimônia
familiar, às 12h. Jaime Gusmão deixa mulher, Teresa, oito filhos e
netos.
Jaime Gusmão foi presidente do Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PE), do Clube de Engenharia de
Pernambuco e da Empresa de Urbanização do Recife (URB). Formou-se em
engenharia civil na UFPE em 1954, onde começou lecionar e, anos mais
tarde, ajudou a implementar o programa de pós-graduação em engenharia
civil.
Na URB, que presidiu na década de 80,
durante a gestão de Jarbas Vasconcelos como prefeito do Recife, foi um
dos mentores do Programa de Gerenciamento dos Morros. “Esse projeto
serve de base hoje para políticas do Ministério das Cidades”, disse o
filho Alexandre Gusmão, também engenheiro. O trabalho pioneiro de Gusmão
fez um mapeamento de encostas para prevenção de deslizamentos, com
ênfase nos morros da Região Metropolitana do Recife.
“Pernambuco perdeu um técnico
respeitado, uma extraordinária figura humana. Jaime conseguia aliar o
lado técnico com o humano”, declarou o hoje senador Jarbas Vasconcelos.
“De professor sábio e admirado ao amigo leal, de pai, companheiro, foi
sempre um homem humano”, acrescentou outro filho, Roberto Gusmão.
“Jaime teve uma imensa importância para o mundo da engenharia em Pernambuco, além de um homem muito comprometido com a visão social”, declarou o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro. Ex-prefeito do Recife, Gustavo Krause diz que Jaime Gusmão pertenceu a uma “geração privilegiada de Pernambuco” que pensou o Recife sob uma concepção moderna e que ainda sobrevive na cidade. “Além de suas qualidades humanas e técnicas sobre as quais eu nem preciso falar, a sua vida foi marcada pela dignidade de um humanista que foi um dos maiores técnicos em urbanismo da URB”, disse Krause.
“Jaime teve uma imensa importância para o mundo da engenharia em Pernambuco, além de um homem muito comprometido com a visão social”, declarou o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro. Ex-prefeito do Recife, Gustavo Krause diz que Jaime Gusmão pertenceu a uma “geração privilegiada de Pernambuco” que pensou o Recife sob uma concepção moderna e que ainda sobrevive na cidade. “Além de suas qualidades humanas e técnicas sobre as quais eu nem preciso falar, a sua vida foi marcada pela dignidade de um humanista que foi um dos maiores técnicos em urbanismo da URB”, disse Krause.
Para o jornalista Ivan Maurício, Gusmão
foi “um grande pernambucano que fez da Engenharia um discurso social”.
Já o ex-preso político Chico de Assis Rocha declarou que “o ano começou
triste e o mundo ficou mais pobre em seriedade política, decência e
ética”.
O sociólogo José Arlindo Soares também
lamentou o falecimento de Jaime Gusmão. “Ele foi um professor
universitário e pesquisador da mais alta qualidade que transformou o
conceito de controle da erosão dos morros na prefeitura”, disse. O
ex-secretário de governo Claudio Marinho informou que “Jaime foi um
exemplo de dignidade e engajamento nas boas causas, uma luz que nos
guiou a muitos de nós engenheiros”.
Do JC / Foto: Luciana Ourique
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