
O consumidor que vai abastecer o carro com álcool ou gasolina encontra em quase todas as bombas o mesmo preço. A equipe de reportagem da Rede Globo visitou nesta quarta-feira (31) alguns postos de Recife e Olinda e percebeu a semelhança na tabela.
Na Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, em Olinda, um posto cobra R$ 2,68 pelo litro de gasolina e R$ 1,89 pelo álcool. Alguns metros adiante, outro estabelecimento realiza a venda dos combustíveis pelo mesmo preço.
No Recife, na Avenida Agamenon Magalhães, um posto cobrava, R$ 2,69 pela gasolina e R$ 1,89 pelo álcool, apenas um centavo de diferença em relação ao preço da gasolina nos dois postos anteriores.
No cruzamento da Avenida Rui Barbosa com a Rua Amélia, no bairro das Graças, dois postos vizinhos também apresentavam equivalência nos valores: R$ 2,69 e R$ 1,89 para gasolina e álcool respectivamente.
A coincidência de preços irrita o consumidor. “Eu acho que deveríamos ter mais opções em relação ao preço. Assim a gente não tem como comparar”, reclamou a arquiteta Ana Paula Ribeiro. O empresário Sérgio Beltrão, por sua vez, mostrou sua insatisfação: “o preço à vista é um preço, no cartão é outro. Isso é abuso de poder, contra o direito do consumidor”.
Quando a maioria dos postos pratica o mesmo preço, quem sai perdendo é o consumidor, visto que as opções são poucas e o motorista acaba abastecendo o carro sem poder procurar um preço melhor.
Apesar disso, o sindicato dos postos revendedores de combustíveis diz que o alinhamento de preços não caracteriza o cartel e que o sindicato não interfere nisso. Os valores cobrados seriam estabelecidos em função dos custos operacionais de cada um.
O delegado de Proteção ao Consumidor, Roberto Wanderley, explicou o que a polícia tenta fazer para combater o cartel no setor de combustíveis: “a prática de ter preços iguais, de forma combinada, constitui um crime. A delegacia pode fazer uma verificação in loco. O preço igual é um indício forte de cartel, mas não é prova. Isso pode gerar um procedimento, porém, para se fazer a ligação entre preço e combinação”.
O Procon de Pernambuco também tenta combater o cartel no segmento. José Rangel, diretor do órgão, disse: “A gente vai instaurar um inquérito administrativo e isso pode gerar multa pesada”.
Fonte: PE 360º
Na Avenida Carlos de Lima Cavalcanti, em Olinda, um posto cobra R$ 2,68 pelo litro de gasolina e R$ 1,89 pelo álcool. Alguns metros adiante, outro estabelecimento realiza a venda dos combustíveis pelo mesmo preço.
No Recife, na Avenida Agamenon Magalhães, um posto cobrava, R$ 2,69 pela gasolina e R$ 1,89 pelo álcool, apenas um centavo de diferença em relação ao preço da gasolina nos dois postos anteriores.
No cruzamento da Avenida Rui Barbosa com a Rua Amélia, no bairro das Graças, dois postos vizinhos também apresentavam equivalência nos valores: R$ 2,69 e R$ 1,89 para gasolina e álcool respectivamente.
A coincidência de preços irrita o consumidor. “Eu acho que deveríamos ter mais opções em relação ao preço. Assim a gente não tem como comparar”, reclamou a arquiteta Ana Paula Ribeiro. O empresário Sérgio Beltrão, por sua vez, mostrou sua insatisfação: “o preço à vista é um preço, no cartão é outro. Isso é abuso de poder, contra o direito do consumidor”.
Quando a maioria dos postos pratica o mesmo preço, quem sai perdendo é o consumidor, visto que as opções são poucas e o motorista acaba abastecendo o carro sem poder procurar um preço melhor.
Apesar disso, o sindicato dos postos revendedores de combustíveis diz que o alinhamento de preços não caracteriza o cartel e que o sindicato não interfere nisso. Os valores cobrados seriam estabelecidos em função dos custos operacionais de cada um.
O delegado de Proteção ao Consumidor, Roberto Wanderley, explicou o que a polícia tenta fazer para combater o cartel no setor de combustíveis: “a prática de ter preços iguais, de forma combinada, constitui um crime. A delegacia pode fazer uma verificação in loco. O preço igual é um indício forte de cartel, mas não é prova. Isso pode gerar um procedimento, porém, para se fazer a ligação entre preço e combinação”.
O Procon de Pernambuco também tenta combater o cartel no segmento. José Rangel, diretor do órgão, disse: “A gente vai instaurar um inquérito administrativo e isso pode gerar multa pesada”.
Fonte: PE 360º
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