
A chegada da TV Digital ao Estado, em março deste ano, permitiu que os pernambucanos começassem a assistir à programação através da exibição de imagens e sons em alta qualidade. Eliminação de ruídos, a possibilidade de assistir TV no celular sem interrupções na recepção do sinal, um novo sistema de interatividade, além da nova tecnologia de multi-programação, são algumas das opções proporcionadas pela tecnologia, pelo menos teoricamente.
Passados seis meses de implantação, os usuários reclamam que muitos dos recursos do novo sistema de transmissão ainda não passam de promessas e os que já funcionam ainda apresentam diversas limitações. De acordo com o pesquisador do Centro de Informática da UFPE, Carlos Ferraz, a baixa quantidade de emissoras que transmitem a tecnologia e o pequeno número de programas exibidos em alta definição é o grande entrave para o progresso da novidade no Estado.
“Estamos acostumados com a grande variedade de canais e programas da televisão analógica. Desprender-se dessa cultura levará um certo tempo. Para que a TV Digital atinja uma maior penetração na população é necessário que o número de programas exibidos em alta definição aumente”, destaca Ferraz, que também é diretor do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR).
Outro problema destacado é a questão da democratização e acessibilidade aos equipamentos de conversão e transmissão da tecnologia. “As pessoas têm vontade de ver televisão digital, mas o investimento ainda é considerado muito alto para se comprar um set-top-box. Nesse ponto de vista, o novo sistema de transmissão só é democrático para algumas pessoas”, afirma Ferraz. Um conversor para TV Digital em Recife custa, em média, R$ 350. Entretanto, o diretor do CESAR ressalta a ótima qualidade do sinal. Segundo ele, as transmissões estão dentro das previstas para o início da TV Digital em Pernambuco.
Por Geison Macedo
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