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NÁUTICO E SPORT NA MESMA AGONIA

outubro 15, 2009 · Gabriel Diniz

Quando Náutico e Sport conseguiram voltar à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2007, a festa foi imensa. Houve quem sonhasse com a conquista do título ou com, pelo menos, a vaga na Taça Libertadores. Mas houve também quem pensasse de forma mais humilde, ficando satisfeito com a permanência na elite. No entanto, no final da competição, o discurso acabou sendo um só: o orgulho de ter escapado da degola. Continuar na Série A entra na lista dos grandes feitos de uma gestão.

E o motivo é simples para essa celebração. O dinheiro curto em relação aos considerados clubes de ponta do futebol nacional, como Palmeiras, São Paulo e Flamengo. Lembro sempre desse pensamento todas as vezes que vejo a tabela do Campeonato Brasileiro e percebo Barueri e Avaí no meio da tabela de classificação. O primeiro é o 11º colocado, e o segundo, o 12º. Enquanto isso, o Fluminense, que recebe uma cota gorda do Clube dos 13, agoniza na lanterna. Existe lógica para tal fenômeno? Sim: a tal falta de planejamento. No Flu, existem muitos caciques. Já Sport e Náutico sofrem de um mal antigo: a falta de um planejamento consistente.

Recentemente, os dois clubes anunciaram a contratação de reforços para escapar do rebaixamento. Um erro que se repete há anos. Ninguém, ao que parece, quer dar um passo à frente. No ano passado, o Sport chegou a manter um grupo durante toda a disputa. Mas, na atual temporada, o Leão focou apenas a Libertadores e, agora, paga o pecado. O Náutico ainda não conseguiu montar um grupo para toda a temporada. Resultado: estamos sempre fazendo contas e torcendo por resultados de terceiros para evitar o temido rebaixamento.

Por Marcelo Cavalcante (Blog do Torcedor)

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